Em entrevista ao apresentador José Luis Datena, do programa “Brasil Urgente”, da TV Bandeirantes, o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, defendeu nesta segunda-feira, 26, o endurecimento das leis criminais e pediu a revisão da progressão de pena. Segundo ele, bandido deve ser combatido com dureza.
"Sou a favor dos direitos humanos. Mas, bandido tem que ser combatido e enfrentado com dureza. O governo tem que peitar dentro do Congresso e chamar a opinião pública para apoiar", afirmou o tucano.
É a segunda vez em dois meses que o ex-governador de São Paulo dá uma entrevista ao apresentador. Na última semana, Datena conversou com a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff.
Perguntado sobre a saída do deputado Ciro Gomes (PSB) da disputa presidencial, Serra preferiu não comentar. "Sapo de fora não chia. Isso aconteceu dentro da aliança deles. Claro que eu prefiro que o Ciro fale bem de mim do que o contrário. Mas eu preferi não opinar nisso, porque eu não sei os desdobramentos."
O tucano disse que a disputa eleitoral deste ano é com Dilma e não com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pré-candidato lembrou sua experiência de oito eleições disputadas.
Serra voltou a defender o mandato de cinco anos sem reeleição, e disse que não irá acabar com o Bolsa Família. "Eu não sou trouxa. Eu sei governar. Se você for para o governo fazer picuinha com quem foi antes, você prejudica a população", declarou.
O ex-governador preferiu não comentar as criticar do pré-candidato petista ao governo Aloizio Mercadante sobre as enchentes em São Paulo. Segundo ele, as enchentes foram uma calamidade natural.
"Responder ao Mercadante é um atraso de vida. Eu não sou candidato a governador, e ele é. Ele vai ficar falando, falando", disse.
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