De acordo com Mirian Sobreira (PSB), ela foi procurada pelo movimento estudantil do Ceará para tratar sobre o assunto, porque, segundo os próprios estudantes, a lei não vem sendo obedecida. “Além disso, essa audiência veio para caracterizar e fortalecer a democracia das discussões que envolvem diretamente o crescimento da nossa educação”, ressaltou a parlamentar.
O presidente da Associação dos Estudantes do Ceará (Asesc), Cláudio Rocha, falou que o objetivo da classe é sensibilizar o governador Cid Gomes para que a Lei seja modificada e a meia passagem passe a valer não só nas regiões metropolitanas, mas em todo o Estado. “Queremos a intermunicipal ilimitada. Atualmente, mais de dois mil estudantes são beneficiados no Interior, queremos ampliar este número”, pontuou.
A presidente da Comissão Gestora da Meia Passagem Estudantil (Cogempe), Vilani Falcão, informou que a lei ainda traz algumas restrições, como a proibição da carteira estudantil para quem faz cursos de curta duração.
O presidente da Associação Metropolitana dos Estudantes (AME), Rivelino de Oliveira, afirmou que ampliar a lei seria mais uma conquista importante da classe estudantil, principalmente porque os mais pobres seriam os mais beneficiados. “Não podemos deixar que essa luta se perca no tempo”, afirmou.
A audiência, que contou com a participação de estudantes de Fortaleza, região Metropolitana e cidades do interior, teve como encaminhamento a criação de um projeto compartilhado entre as entidades estudantis e a Assembleia Legislativa. “Inicialmente, eles (estudantes) vão apresentar ao Poder Legislativo um projeto de lei para que a meia passagem passe a valer em todo o Estado e não só nas regiões metropolitanas, como consta na lei estadual nº13.706”, explicou Mirian.
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